sexta-feira, 1 de junho de 2018

ATIVIDADE ALTERNATIVA DE HISTORIA - ANOS FINAIS DO E.FUNDAMENTAL


Conteúdo: Cidadania



Fórmula Mágica da Paz
RACIONAIS Mc's
(Brown)

Cada lugar um lugar, cada LUGAR uma LEI,
Cada lei uma razão, eu sempre respeitei,
Qualquer jurisdição, qualquer área
 (...)
Eu não preciso de muito pra sentir-me CAPAZ
De encontrar a FÓRMULA MÁGICA Da PAZ.

Eu vou procurar, sei que vou encontrar, eu vou procurar,
Eu vou procurar, você não bota uma fé, mas eu vou atrás
(Eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da minha Fórmula Mágica Da Paz.

Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Procure a sua(eu vou procurar, eu vou procurar, você não bota mó fé...)
Eu vou atrás da minha(você não bota mó fé)
(Eu vou procurar e sei que vou encontrar
(...)
RESPEITO mútuo é a chave é o que eu sempre quis (diz...). Procure a sua, a
Minha eu vou atrás, até mais, da Fórmula Mágica Da Paz.

Eu vou procurar, sei que vou encontrar
Eu vou procurar, eu vou procurar
Você não bota mó ..., mas eu vou atrás....
(Eu vou procurar e sei que vou encontrar)
Da Fórmula Mágica Da Paz
(...)
Vou Dizer....

Procure a sua paz....
(Eu vou procurar e sei que vou ENCONTRAR)
Procure a sua Paz(Paz....)
Não se acostume com esse COTIDIANO violento,
Que essa não é a sua VIDA, essa não é a minha vida morô mano!!!!
Procure a sua paz....
(...)
Agradeço á DEUS, Agradeço á Deus....
Procure a sua paz....
(Eu vou PROCURAR e sei que vou encontrar)
Eu vou procurar....
Procure a sua paz...
Procure a sua!!!!
Eu vou encontrar
Você pode encontrar a sua paz, o seu PARAÍSO!!!!
Eu vou procurar
(...)
A Fórmula Mágica Da Paz........!
(Eu vou procurar e sei que vou encontrar)

Eu prefiro a
P A Z ! ! ! ! ! !



No caça-palavras encontre as palavras que estão escritas em LETRAS MAIUSCULAS no texto

Q P A Z A S D F G S D F A Q S A U D R E S T Y U T Y U I
A D D A S D F Q W E R T Y U I O P P O I U Y R T E W Q L
Z C I Z X C V B N M J H G H F G F E L I Z Z O U R A A A
A F V A S D F G H J K L Ç Ç L K J H G F D S A A S S S S
A F G H J K L D L L Ç L K Ç O P I U Y R T L E I X A X Z
Q S W E D C C F E W S X C D E U S A S T G B T G B M P P
S T E I A S D F A U A S R T Y X A M Z B V C V X A E I A
I T D L A E I O G U S A E I O U U A E R R A E I O U U R
A G C I F O R M U L A Z X C V B N M M A E Z X C O B N A
N F T I A E I A O U L U L A E E I O R O S S O I L I U I
O R R L A S D G A Z X Ç L P O I Ç T U I P I P O U R R S
I A E O W E R I E A Z X A E I O N N T H E H A E G O R O
C A P A Z G T C M J U L K I O O Ç L O U I Y T E A E R E
A W A I S A U A V E L P R O C U R A R B T E L E R Z A A
R Q A L I N D O L O U V O N O I T R R E O N O I I O O U
R W D O Z A Z A B E L A E V O L U Ç A O O O I P Y U U U
F A S H C V V B N M B V B O L O R A T O N A V I O P I R
V A A J B A U C O T I D I A N O P I R A T A S M A R R R
B S Z Y A R A F O G O A G U A B E L E Z A M A R C A D O
T A E H I D R O G E N I O C A R B O N O O O E I U O E A


PLANO DE AULA Escravidão africana - EJA



HISTORIA – 2º ano EJA

Autoria: Profa. Maria Aparecida

Conteúdo: A colonização do Brasil – Escravidão africana (3 aulas)

Habilidade: Compreender a escravidão no Brasil e refletir sobre a utilização da mão de obra escrava no Brasil.

Objetivos:

  •  Conhecer a trajetória dos africanos e a Diáspora Africana.
  •  Entender sobre as razões do predomínio da mão de obra africana
  • Identificar os mecanismos de escravidão na África antes dos europeus
  • Avaliar criticamente as formas de obtenção e fornecimento dos escravos para a América portuguesa


1ª aula

Assistir com os alunos o  primeiro episodio ( 19 minutos) de Ecos da escravidão – caminhos da reportagem disponível em https://www.youtube.com/watch?v=xR549adx5Go&t=146s
Após iniciar um debate sobre as impressões do tema exposto no vídeo.

2ª aula

Aula dialógica, com o mapa, explanando sobre os mecanismos de escravidão na África antes dos europeus chegarem.
Frisar a importância da diversidade de produtos saídos das Américas em direção à Europa e África e destacar o tráfico comercial que envolvia produtos dos três continentes, sendo a América produtora de gêneros tropicais, a Europa de produtos manufaturados e a África de escravos, o que permitirá maior acumulo de riquezas na Europa.

3ª aula

Trabalhar com os textos com o objetivo de reforçar e permita ao aluno interpretar historicamente acerca dos aspectos da escravidão africana no mundo moderno.

Avaliação:

Registro e interpretação das respostas dos textos lidos. Socialização coletiva das conclusões tiradas da leitura dos textos.

TEXTO 01

Que mecanismos levavam uma pessoa a ser escravizada na África?

Mas que mecanismos levaram à escravidão nas sociedades pré-coloniais africanas? Em termos gerais é sabido que o fornecimento de cativos provinha basicamente das guerras internas decorrentes das próprias estruturas econômicas de cada região, as quais remontavam à Antiguidade, tendo crescido com a expansão islâmica e com a demanda ao longo do Mediterrâneo.

Esses embates ocorriam por razões variadas como o rapto de mulheres de comunidades clânicas ou linhageiras, os conflitos entre “Estados” em formação ou mesmo entre os já constituídos ou ainda as guerras de expansão, assim chamadas porque os mercadores incorporavam povos tributários, segundo o sistema de servidão com tributos e prazos fixados pela tradição. Uma vez capturados, vendidos ou mesmo no caso de morrerem em combate, os filhos desses escravos não eram vendidos nem maltratados. Criados na maioria das vezes na corte, acabavam por reconhecer o soberano como seu próprio pai; além disso, desempenhavam funções quasee sempre importantes nas esferas administrativas e militar.

O segundo mecanismo que levava à escravidão era a fome que, desestruturando uma sociedade impelia os destituídos a vender a si mesmos ou a seus filhos como escravos, como meio de sobrevivência. Por sua vez, o terceiro mecanismo era “resultado de punição judicial por algum crime ou como uma espécie de garantia para o pagamento de débito. No ultimo caso trata-se da difundida instituição de penhora humana. Nessas situações os escravos eram relativamente bem tratados: tinham acesso aos meios de produção (basicamente a terra), podiam casar-se com pessoas livres e eram considerados membros da família do senhor”.

HERNANDEZ, Leila Maria Gonçalves Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005, p.37.

TEXTO 02

Deslocamentos populacionais forçados

O período da escravidão moderna pode ser considerado como o tempo de uma das maiores dispersões populacionais de toda a História. Calcula-se que mais de 12 milhões de africanos tenham sido trazidos para a América, estagnando a população da África, sendo que o número dos indivíduos que saiam era bem maior do que os que chegavam aos portos americanos. O tráfico de escravos provocou grande desestruturação no continente africano.

Com a interferência europeia, as práticas de escravidão mudaram na África. Alguns grupos se especializaram em fazer guerras com o objetivo de capturar prisioneiros. As guerras intertribais eram estimuladas pelos traficantes, os que não morriam eram escravizados pelos chefes vencedores e vendidos nos portos.  Os chefes locais africanos, denominados sobas, via nesse contexto uma grande fonte de lucros, passaram a então capturar seus conterrâneos e negociá-los com os traficantes em troca de fumo, tecidos, cachaça, armas, joias, vidros e outros produtos.

Hoje em dia, vários outros fatores obrigam as populações a se deslocar. É o caso dos conflitos armados entre povos, ou guerras civis dentro de um mesmo país. Grande parte desses conflitos tem acontecido na África.

Existe uma estreita relação entre a diáspora negra e a situação atual de intensa agitação e miséria em vários países da África. Além disso, as cicatrizes do sistema escravista na história contemporânea brasileira são enormes, embora nem sempre evidentes. As formas de discriminação, a má remuneração do trabalho braçal e as dívidas sociais com os descendentes das populações africanas escravizadas são alguns aspectos dessa história.

VICENTINO, Claudio. História Geral do Brasil/Claudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo, 2ª Ed.São Paulo, Scipione, 2013,p.41-47.  



TEXTO 03

O navio negreiro
Biografia de Mahommah Baquaqua

Seus horrores, ah! Quem pode descrever? Ninguém pode retratar seus horrores tão fielmente como o pobre desventurado, o miserável desgraçado que tenha sido confiado em seus portais. Oh! Amigos da humanidade, tenham piedade do pobre africano, alijado, afastado de seus amigos e de seu lar, ao ser vendido e depositado no porão de um navio negreiro, para aguardar ainda mais horrores e misérias em uma terra distante, entre religiosos e benevolente. Sim, até mesmo entre eles. Mas, vamos ao navio! Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado, mulheres do outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar em pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Noite e dia eram iguais para nós, o sono nos sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos. Ficamos desesperados com o sofrimento e fadiga.

Oh! A repugnância e a imundície daquele lugar horrível nunca serão apagadas da minha memória. Não: enquanto a memória mantiver seu posto nesse cérebro distraído, lembrarei daquilo. Meu coração até adoece ao pensar nisso. (...)

A única comida que tivemos durante a viagem foi milho velho cozido. Não posso dizer quanto tempo ficamos confinados assim, me pareceu muito tempo. Sofríamos muito por falta de água, que nos era negada na medida de nossas necessidades. Um quartilho por dia era tudo que nos permitiam e nada mais. Muitos escravos morreram no percurso. (...)

Quando qualquer um de nós se tornava rebelde, sua carne era cortada com uma faca e o corte esfregado com pimenta e vinagre para torná-lo pacífico. Como os demais fiquei muito mareado de inicio, mas nosso sofrimento ‘não causou preocupação nenhuma  aos nossos brutais dono (...) Alguns foram jogados no mar antes que o ultimo suspiro exalasse de seus corpos, quando supunham que alguém não iria sobreviver, era assim que se livravam dele. Apenas duas vezes durante a viagem nos permitiram subir ao convés para que pudéssemos nos lavar – uma vez enquanto estávamos em alto-mar, e outra pouco antes de entrarmos no porto. (...)

O africano Mahommah Baquaqua foi trazido para o Brasil, no início do século XIX, aproximadamente. Escravizado em Pernambuco, ali ficou até ser vendido a um capitão de navio. Depois de viajar ao Rio Grande do Sul, foi para os Estados Unidos, onde fugiu para conseguir a liberdade. Sua biografia foi editada pelo abolicionista Samuel Moore e publicada em 1854, em Detroit.

Após ler os textos, responda as questões abaixo:
  1. O texto 02 fala sobre as cicatrizes do sistema escravista aponte exemplos concretos dessas cicatrizes?
  2.  Com base nos textos explique o que mudou nas características da escravidão existente na África depois da chegada dos europeus.
  3. Cite as formas de trabalhos em que os escravos no Brasil foram inseridos e quais as formas de resistência eles praticavam.
  4. Reflita e opine sobre o assunto tratado no Texto 03, se o fato de o autor ter viajado em um navio negreiro como escravo torna o seu relato mais confiável? Justifique.
  5. O principal elemento do comércio triangular foi o chamado tráfico negreiro, que envolvia o aprisionamento de africanos em seus povos, sua transferência forçada – a diáspora africana – por meio dos navios negreiros e a chegada ao novo mundo. Escreva como esse movimento era organizado.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

TRABALHO DE HISTÓRIA – Entrega: dia 17/04/2018



Pode ser manuscrito ou digitado.
Capa do trabalho conforme as orientações da Profa. Renata (Português)
Em dupla.
O Trabalho digitado tem que ser:
Fonte: 12

Justificado

Espaço 1,5
Margens superior e inferior: 2,5
Margens esquerda e direita: 3,0

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E MEIO AMBIENTE

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL trouxe crescimento para a economia, mas trouxe prejuízos ao meio ambiente. A partir da REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, a poluição passou a ser uma realidade e um problema para a humanidade.

Quais os problemas que começaram a aparecer, principalmente ao final do século IX?
Por quê?
Pesquise reportagens, imagens sobre a poluição provocada pelas indústrias em todo mundo.
Quais as consequências?
Exemplos de algumas consequências
·         Desmatamento
·         Aumento da concentração populacional de forma desordenada nas cidades
·         Desmatamento





REVISÃO PARA A PROVA BIMESTRAL – turma 8º ano




  
REVISÃO PARA A PROVA BIMESTRAL – turma 8º ano
                                                               
Responda:

1)    O surgimento das fabricas beneficiou toda a sociedade inglesa?
2)    Os novos operários recebiam bons salários? Como era a vida deles?
3)    Quem trabalhava nas famílias operarias?
4)    Como era a jornada de trabalho?
5)    O que foi a Revolução Industrial?

Numere corretamente as frases:
(1) Artesanato            (2) Manufatura             (3) Maquinofatura
a)    (   )   Utilização de máquina complexas.
b)    (  )   Os artesãos eram donos dos meios de produção (ferramentas e matérias-primas) e realizavam todas as etapas de fabricação da mercadoria.
c)    (  )  Substituição das ferramentas e da força humana por máquinas que utilizavam as forças da natureza (água, vento, vapor).
d)    (  ) O comerciante manufatureiro era o dono da matéria-prima e responsável pelo pagamento de salários aos artesãos.
e)    (    )   Produção dividida em etapas.

A primeira revolução tecnológica, que foi a revolução ligada à máquina a vapor, tendo o carvão como fonte de energia, aconteceu no final do século XVIII. A segunda revolução tecnológica, ocorrida no final do século XIX, teve o motor de explosão a combustível como gasolina, óleo diesel, querosene etc, e a eletricidade como fonte de energia. A terceira revolução tecnológica começou na segunda metade do Século XX, notadamente após a II Guerra Mundial, e ainda está em processo e trata da revolução digital. Essa revolução tecnológica é a da informação e da comunicação. Enquanto principalmente a primeira revolução cumpriu o papel de substituir o homem no esforço físico, a terceira revolução cumpre também o papel de diminuir o seu esforço mental.
Texto adaptado: Humberto de Faria Santos Disponível em:
Responda de acordo com o texto.

1)    Quais as características da Terceira Revolução?
2)    Quais as mudanças que você observa na sociedade que são provocadas pela revolução digital?
3)    Dê um título para o texto.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Diáspora Africana


PARA AS TURMAS DO 1º ANO 

Pesquise e escreva no caderno:
  • sobre a Diáspora Africana
  • as principais rotas do tráfico de escravos africanos
  • o total de escravos vindos para o Brasil  (Faça um gráfico).
  • A situação atual dos Afrodescendentes nas Américas do Sul,
  •  do Norte e Central. 

valor do trabalho: 3,0 pontos, ilustre com mapas e gráfico que 
você pode imprimir.Data da entrega: 18/07/2013

Além desses textos abaixo, você deve pesquisar outros sites, 
não esqueça da referencia.

A Diáspora Negra



http://www.klickeducacao.com.br/2006/global/img/spacer.gif
Muitas terras africanas foram divididas e os povos escravizados - consequentemente, uma série de situações adversas assolou a África e os africanos. A escravidão foi uma forte fonte de renda para os europeus, a qual desestabilizou todo o modo de vida africano e distribuiu as etnias pelo mundo. Podemos encontrar afrodescendentes (que segundo o Dicionário Escolar Afro-brasileiro é um termo modernamente usado no Brasil para designar o indivíduo descendente de africanos, em qualquer grau de mestiçagem) na América do Norte, América Central, América do Sul, Ilhas Caribenhas, Oceania e por quase toda a Europa.

Clique para saber mais sobre a cultura e as tecnologias dos povos africanos 

Povos Africanos Na Época Moderna:

Os ibéricos, principalmente os portugueses, iniciaram a conquista da África que, dos séculos XV a XVIII, foi periférica. Em 1415 os lusos tomavam Ceuta. Logo uma série de pontos no litoral norte africano caíram em mãos europeias. Nessa ocupação restrita, a expansão da fé cristã representou importante papel. Contra essa intervenção, santos locais ou marabus insuflaram a guerra santa. Independência e luta contra o infiel caracterizaram os movimentos berberes. A reação nativa estava presa também à decadência do tráfico caravaneiro no Saara em demanda do Maghreb, pois os portugueses e depois holandeses, ingleses e franceses desviaram para o litoral atlântico o comércio de ouro e escravos. No começo do século XVI, os turcos otomanos, que destruíram o império bizantino e irromperam na Berberia, ocupam postos estratégicos no litoral, dedicando-se ao corso do comércio cristão no Mediterrâneo. Internamente os conflitos turco-arabe-berberes delinearam as atuais Tunísia, Argélia e Marrocos. Os turcos deram ao norte da África uma organização baseada nos chefes locais, prestando tributo a Constantinopla. Aos poucos, o domínio do sultão tornou-se nominal, deixando aos governadores militares a iniciativa na administração e conquista.
Diáspora africana, também chamada de Diáspora Negra, é o nome que se dá ao fenômeno sociocultural e histórico que ocorreu em países além África devido à imigração forçada, por fins escravagistas mercantis que perduraram da ao final do século XIX, de africanos (em especial africanos de pele escura chamados Idade Moderna pela cultura ocidental de negros ou afrodescendentes).

A Inserção Do escravismo No Sistema Econômico Mundial:

Com a interferência europeia, as praticas de escravidão mudaram completamente na África. Alguns grupos se especializaram em fazer guerra com o objetivo único de capturar prisioneiros e vende-los.
Segundo o historiador Charles Boxer, o grosso dos africanos escravizados obtidos pelos  portugueses na África ocidental foi de inicio comprado na costa da Guiné e quase todos pertenciam à etnia sudanesa ocidental. Guiné era o termo usado para denominar uma região  mais ampla que a Guiné atual e ia da embocadura do Rio Senegal até o Rio Orange. O Centro do comercio deslocou-se depois em direção ao sul, para o reino banto do Congo, e posteriormente para o Reino de Angola.
A área ocupada hoje pela Guiné fez parte do território de diversos povos africanos, incluindo o império Songai, no período entre os séculos X e XV, quando a região tomou contato pela primeira vez com os comerciantes europeus.
O período colonial da Guiné se iniciou quando tropas francesas penetraram na região em meados do século XIX. A dominação francesa foi assegurada ao derrotarem as tropas de Samory Toure, guerreiro de etnia malinke, o que deu aos franceses o controle do que é hoje a Guiné, e de regiões adjacentes.
A França definiu, em fins do século XIX e início do XX, as fronteiras da atual Guiné com os territórios britânico e português que hoje formam, respectivamente, serra Leoa e Guiné-Bissau. Negociou ainda a fronteira com a Libéria. Sob domínio francês, a região passou a ser o Território da Guiné dentro da África Ocidental Francesa, administrada por um governador-geral residente em Dakar (atualmente, capital do Senegal). Tenentes-governadores administravam as colônias individuais, incluindo a Guiné.

Escravos Africanos Na America:

A partir da descoberta do continente americano pelos europeus em 1492, o continente foi submetido a uma exploração brutal de seus bens. Para extrair os recursos naturais da natureza, os ameríndios foram sacrificados em massa, a exemplo nas Antilhas, onde o extermínio foi completo. Assim, foi iniciada a escravidão na América latina, primeiros com os habitantes nativos, mais tarde, com os africanos trazidos para o Novo Mundo.
Com a introdução das Leis Novas de Carlos V, foi proibido o tratamento de índios como bichos (burros de carga), pelo menos na teoria. Como já não sobraram tantos indígenas depois das várias epidemias, começaram a importar escravos da África, já que a demanda por oferta de trabalho ainda continuava a crescer. Inclusive frei Bartolomé de las Casas recomendava a escravidão dos africanos para aliviar a dura sorte dos índios.
Em 1518, a Coroa espanhola deu a primeira licença para introduzir quatro mil homens às Índias durante oito anos. Este foi o primeiro daqueles asientos de negros, que por muito tempo foram uma sangrenta e lucrativa fonte de ingresso para os gerentes da Europa. Além do negócio oficial, o contrabando de escravos também era feito, na maioria das vezes por piratas e comerciantes não católicos.
A princípio, o comércio foi controlado pelos portugueses, os quais já haviam exportado escravos do Congo desde 1441. Os portugueses seguiram sendo os mercadores de escravos de maior destaque até o começo do século XVII, quando são superados pelos neerlandeses, franceses e ingleses.
No ano de 1713, a British South Sea Company obteve o asiento indefinido como compensação pela Guerra da Sucessão Espanhola. Em 1789, foi permitido o livre comércio de escravos para todas as nações. Em Cuba, então parte do Império Espanhol, a escravidão foi legal até 1886 e, no Brasil, foi até 1888.
Os negreiros realizaram o chamado "comércio triangular". Pegavam rum, tabaco e armas da Europa para trocar por escravos e marfim na África e depois vender os escravos com lucros na America, donde partiam com matéria-prima e minérios para Europa. Durante o trafico negreiro, cerca de metade dos escravizados morriam.
Não há cifras exatas sobre a quantidade de vitimas das atrocidades cometidas. Estudiosos afirmam que entre os séculos XVI e XIX, um total de cem milhões de pessoas foram deportadas ou morreram durante o trafico. Esta cifra refere-se ao tráfico total (ocidental e oriental), contando também os mortos das guerras de escravização. Estimativas do número de escravos que foram transportados para as Américas alcançam os quatorze milhões (13.750.000).

Os Escravos Na Economia Colonial:

A África era vista como reserva de mão de obra escrava, a serem tirados de sua nação e exportados para vários países.
 Durante os primeiros quatro séculos - do século 15 à metade do 19 - de contato dos navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande reserva de mão de obra escrava, a “madeira de ébano” a ser extraída e exportada pelos comerciantes. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas da África.

As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral e apresar o maior número possível de gente foram dando lugar a um processo mais elaborado.

Os mercadores europeus, com o crescer da procura por mão de obra escrava, motivada pela instalação de colônias agrícolas na América, associaram-se militarmente e financeiramente com sobas e régulos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora e cavalos para que afirmasse sua autoridade numa extensão a maior possível.

Os prisioneiros das guerras tribais eram encarcerados em “barracões”, em armazéns costeiros, onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como carga humana pelas rotas transatlânticas.
 Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelos menos entre os séculos 17 e 18 eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Negar, o Congo e Angola serão grandes exportadores nos séculos 18 e 19.
 Quantos escravos foram afinal transportados pelo Atlântico? Há muita divergência entre os historiadores, alguns chegaram a projetar 50 milhões, mas Rua Certe (in Te Atlântica cave tarde: A cenhos, 1969) estima entre 9 a 10 milhões, a metade deles da África Ocidental, sendo que o apogeu do tráfico ocorreu entre 1750 a 1820, quando os traficantes carregaram em média uns 60 mil por ano.

O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África no século 19.

Pacto colonial: o pacto colonial pode ser entendido como uma relação de dependência econômica que beneficiava as metrópoles. Ao participarem do comércio como fornecedoras de produtos primários (baratos) e consumidoras dos produtos manufaturados (caros), as colônias dinamizavam as economias das metrópoles propiciando-lhes acúmulo de riquezas.
Portugal procurou criar as condições para o Brasil se enquadrar no pacto colonial. Os portugueses concentraram seus esforços para a colônia se transformar num grande produtor de açúcar de modo a abastecer a demanda do mercado internacional e beneficiar-se dos lucros de sua comercialização.
Além da crescente demanda consumidora por esse produto, havia mais dois fatores importantes que estimularam o investimento na produção açucareira. Primeiro, os portugueses possuíam experiência e tinham sido bem-sucedidos no cultivo da cana-de-açúcar em suas possessões no Atlântico: nas ilhas Madeira, Açores e Cabo Verde. Segundo, as condições do clima e do solo do nosso litoral nordestino eram propícias a esse plantio. Em 1542, o donatário da próspera capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, já havia introduzido a cana-de-açúcar em suas terras.
Plantation: o plantio da cana-de-açúcar foi realizado em grandes propriedades rurais denominadas de latifúndio monocultor ou plantation. Essas propriedades também ficaram conhecidas como engenhos, porque, além das plantações, abrigavam as instalações apropriadas e os equipamentos necessários para o refino do açúcar: a moenda, a caldeira e a casa de purgar.
Para o processo de produção e comercialização do açúcar ser lucrativo ao empreendimento colonial, os engenhos introduziram a forma mais aviltante de exploração do trabalho humano: a escravidão. A introdução do trabalho escravo nas grandes lavouras baixava os custos da produção.
Toda a riqueza da colônia foi produzida pelo trabalho escravo, baseado na importação de negros capturados à força na África.
O contexto social da colonização e da superexploração da mão de obra pela lavoura canavieira tornava inviável contar com o trabalho dos homens livres.
Com terras abundantes, os homens livres poderiam facilmente se apropriar de uma gleba e desenvolver atividades de subsistência. Ou seja, não havia nem incentivo nem necessidade de que a população livre trabalhasse no engenho. Completando o quadro, os portugueses também exploravam o lucrativo de tráfico de escravos negros africanos. E a simples existência do tráfico já constituía um estímulo à utilização desta mão de obra nas colônias pertencentes a Portugal.

  
Vicentino,Claudio História Geral e do Brasil.S.P.:Scipione,2010