quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A capitania do açucar e a mãe África fornecedora de mão-de-obra escrava

Na década de 1640 há profundas mudanças no Brasil Colonia. A ruptura da chamada União Ibérica nesse período tornou mais dificil os ataques dos bandeirantes às missões jesuíticas, pois os nativos passaram a ser armados pelos espanhóis. No ano seguinte, os holandeses se apoderaram de Luanda, em Angola, um dos principais pólos do tráfico negreiro. Desde então, a mão-de-obra para as regiões produtoras de açucar do Brasil holandês estava assegurada. A resposta luso-brasileira veio em 1648, com a reconquista de Luanda por uma expedição organizada no Rio de Janeiro por Salvador Correia de Sá e Benevides. O comércio de escravos retornava ao controle português.
Na década de 1650, o Brasil holandês deixou de existir. Enquanto os "brasílicos" tentavam enriquecer na África, os Bandeirantes, diante da crescente resistência dos nativos das áreas meridionais, diigiam-se ao Nordeste, sendo contratados pelas autoridades para subjugar os índios da região. Foi o que aconteceu com Domingos Jorge Velho, que enfrentou os cariris do Ceará na década de 1670, muito anes de assumir a missão de destruir o quilombo ddos Palmares. Depois, bandeirantes e luso-brasileiros na África escreviam à metrópole solicitando nomeações e favores pelos serviços prestados.

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